quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Alasca Young e eu


Ela é o mar, eu sou a lagoa. Eu sou a garoa, ela é o furacão. Mesmo ela sendo tudo e eu nada, continuo existindo enquanto ela é apenas a obra prima idealizada na mente de um autor e transportada para o papel em forma de letras. Passei muito tempo tentando entender o motivo de eu me identificar tanto com Alasca Young, mas hoje tenho certeza de que a razão disso se deve ao fato de sermos iguais mesmo quando somos o oposto. Ambas sabemos que quando tudo está nos limites da explosão não é tão difícil esconder de todos. Ambas somos uma incógnita, apenas nós mesmas sabemos dos nossos problemas mais profundos e o mundo desaba com a exibição de nossos arrependimentos. Ah, Alasca! Queria poder salvá-la de seu terrível fim. Somos mais parecidas do que eu gostaria, só não quero morrer deixando uma trilha de mistérios sobre quem eu sou. Não quero um final acidentado e não quero ser esquecida a cada pedaço do meu corpo que se desintegra. Se um dia eu encontrasse o homem que a criou eu lhe perguntaria o porquê de ele ter imaginado um fim tão triste para a melhor personagem do mundo.

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Sobre o blog


Conteúdo sobre questões raciais e de gênero de forma acessível e cor-de-rosa. O blog aborda assuntos como moda e estética negra como forma de expressão, além de questões ligadas ao movimento negro e feminista na contemporaneidade.

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