sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

RESENHA | Eleanor & Park, de Rainbow Rowell



Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
  Eleanor & Park é o típico romance água com açúcar, mas quem disse que isso não é bom? Li o livro em uns dois dias, quando comecei a ler não consegui mais parar. E apesar de ter achado a Eleanor um pouco muito esteriotipada, tipo, sempre que falam de uma garota esquisita e que sofre bullying no colégio, é impossível que as pessoas não imaginem uma gordinha ruiva e cheia de sardas na pele. Enfim, achei o romance muito fofo e gostoso de ler, os personagens são adoráveis e o amor deles é puro. Não pude deixar de notar o quão real é o livro... nós adolescentes sempre nos achamos invencíveis quando nos apaixonamos e achamos que aquilo vai durar para sempre e que nada poderá nos impedir, SIM, a Raibow Rowell entende todos nós! Já cansei de falar aqui que não sou fã de romances, principalmente esses do tipo água com açúcar, extremamente melosos e cheios de nhé-nhé-nhé, mas confesso que a cada página eu pensava "nossa, que fofo" "ah, que amor" e coisinhas do tipo. O jeito como o Park ama a Eleanor é tão lindo e puro que você deseja que tudo dê certo para os dois. É um amor verdadeiro, sem preocupações com o exterior por mais esquisito que ele seja, o Park até sentia vergonha dela em alguns momentos, mas ele via o quanto isso era errado e repreendia a si mesmo. Achei muito bom a autora abordar problemas frequentes em várias famílias, como a violência doméstica, mesmo com o romance central, ela conseguiu explanar o problema de Eleanor de uma forma incrível e muito realista.

  Já falei que essa geração de romances que têm um final não-tão-feliz-assim está acabando comigo? Pois então. Eu posso ter imaginado mil finais para este livro... não acertei nenhum. Terminei ele sem nem perceber e quando ele acabou eu fiquei sem reação, chorei, xinguei e quis conversar com alguém que tivesse lido o livro, porque eu simplesmente não aceitava o final que a Rainbow deu para essa história. Não sei dizer se gostei ou não do final, apenas digo que foi muito boa a sensação de ler Eleanor & Park e tenho certeza que sempre irei relê-lo naqueles finais de semana que servem só para ficar deitada na cama assistindo uma boa série ou lendo um livro estilo Eleanor & Park. A escrita é muito boa, leve e fácil de ler, faz a história fluir de um jeito que o leitor nem percebe quando já está faltando apenas uma ou duas páginas para o livro acabar. Se eu tivesse percebido quando eu estava no final dele, faria uma pausa só para demorar mais um pouco de acabar. Esse é, com certeza, um dos melhores livros que li no ano de 2014 e um dos poucos que eu quero que todas as pessoas leiam!


Isso é tudo, pessoal! Espero que tenham gostado da resenha e fiquem com vontade de ler o livro, garanto que vale muito a pena! Não esqueça de deixar a sua opinião sobre o post nos comentários, a participação de vocês é muito importante para o nosso blog.

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Conteúdo sobre questões raciais e de gênero de forma acessível e cor-de-rosa. O blog aborda assuntos como moda e estética negra como forma de expressão, além de questões ligadas ao movimento negro e feminista na contemporaneidade.

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