quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

RESENHA | Para todos os garotos que já amei, de Jenny Han


Sinópse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.


Título original: To All the Boys I've Loved Before
Autor: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 320

Olá pessoal, faz um bom tempo que não apareço aqui com uma resenha de livro para vocês, não é? Desta vez venho com um chick-lit lançado aqui no Brasil esse ano pela editora Intrínseca, Para todos os garotos que já amei. Ouvi falar desse livro no início do ano, no evento da editora Intrínseca que teve aqui em Salvador, a Turnê Intrínseca, onde a editora envia representantes para vários estados do Brasil falar sobre os maiores sucessos e os principais lançamentos do ano. 

Bom, para quem não sabe o que é, chick-lit, segundo o site Lost In Chick-Lit, "é a literatura  voltada para o sexo feminino, vulgarmente chamada de "Literatura de Mulherzinha". A despeito de todas as criticas, Chick-Lits são romances leves, divertidos e charmosos, que são o retrato da mulher moderna, independente, culta e audaciosa.  É um gênero que  faz parte da literatura voltada para o entretenimento, cujo objetivo principal é  divertir".  

Enfim, Para todos os garotos que já amei segue a adolescente Lara Jean, uma jovem que coleciona amores não correspondidos e escreve uma carta para cada garoto que já amou e guarda numa caixa que ganhou de presente da mãe. Suas cartas são geralmente uma forma que ela tem de expressar toda a sua exaustão e ela as escreve quando não consegue mais suportar aquilo. É algo como uma forma de se despedir dos sentimentos. Um dia essas cartas acabam sendo enviadas misteriosamente aos destinatários e um desses garotos ela ainda ama, que é o Josh, ex-namorado da sua irmã mais velha. E é então que a vida de Lara Jean sai do controle, pois ela não quer que Josh descubra que ela ainda tem sentimentos por ele, então finge um namoro com Peter, um dos garotos que recebeu uma carta. 

Vamos lá! Eu comprei o livro sabendo que se trataria de uma história cheia de clichês, primeiro por conta da capa (sim, eu julgo um livro pela capa) e segundo pelo nome e sinópse. Eu sou apaixonada por clichês e recentemente aprendi a curtir um romance água com açúcar. Porém, não gostei do livro e tenho certeza que foi porque não faço parte do público que a autora tentou atingir. Acho que eu iria gostar se eu tivesse uns 11-13 anos, sabem? A temática do livro me chamou um pouco a atenção, então eu comprei, mas não recomendo para quem procura algo mais maduro. A Lara Jean, personagem principal, é uma pessoa totalmente imatura e seus medos não fazem sentido algum. Por que ela iria gostar de alguém e quando a pessoa descobrisse ela faria de tudo para fingir que não sente nada e não se importa? Principalmente quando vê que a pessoa corresponde. Alguns pontos do livro são fofos, como as partes em que ela está com o Peter, apenas conversando e sem se preocupar com o que ele acha que ela está pensando. Outra coisa que eu odiei foi o fato de ela ser tratada sempre como "Lara Jean" no livro, poderia ser "Lara" ou "Jean", ficou uma sensação estranha de formalidade.  

Também achei o livro pouco realista, principalmente nas relações com a família. Sabem aquele modelo de família perfeita? O pai que sempre concorda, as irmãs que nunca brigam? Pois é. Lara Jean é a irmã do meio e Margot, sua irmã mais velha, vai estudar longe e ela acaba ficando como "mais velha". Ao longo do livro percebemos o quanto Lara Jean admira a irmã e sente vontade de ser como ela, apesar de Margot conseguir ser ainda mais insuportável do que ela. Outro ponto que preciso destacar é: por que na sinópse eles dão tanta ênfase no "misterioso" caso das cartas enviadas? Sinceramente, esse foi um dos motivos que me deixaram mais interessada em ler o livro, para saber quem teria enviado as cartas e porquê. Mas logo no início percebe-se a obviedade em torno das cartas. A pessoa que enviou as cartas foi a primeira que suspeitei e o motivo foi tão ridículo que nem sei explicar meu sentimento ao descobrir. O livro como um todo é óbvio e previsível, esse foi também um dos motivos que me fizeram odiá-lo. Apesar de eu gostar muito de clichês, nem todos são tão óbvios e o desenrolar da história quase sempre vale a pena. Esse livro não me agradou tanto quanto eu gostaria, as cenas adoráveis não fazem a história valer a pena. 

Enfim, eu não indico o livro para quem não gosta de romances e muito menos de romances água com açúcar. Mas indico sim ao público pré-adolescente, que curte histórias como Gossip Girl (não estou dizendo que é ruim!!!) e The Vampire Diaries. A história tem uma pegada bem leve e a escrita é fácil de ler. Apesar de tudo, a autora escreve bem e a leitura flui rapidamente.  

That's all, folks!

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Sobre o blog


Conteúdo sobre questões raciais e de gênero de forma acessível e cor-de-rosa. O blog aborda assuntos como moda e estética negra como forma de expressão, além de questões ligadas ao movimento negro e feminista na contemporaneidade.

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