domingo, 24 de abril de 2016

RESENHA | Cidades de Papel, de John Green


Olá queridinhos. Aproveitando que a adaptação de Cidades de Papel ainda não estreou, resolvi fazer uma resenha do livro para vocês. Bom, eu já li há um tempinho e, como em (quase) todo livro de John Green, torci o nariz para o final. Mas garanto que o enredo do livro é uma delícia de ler e vocês não irão se arrepender!

Título original: Paper Towns
Autor: John Green
Ano: 2013
Páginas: 368
Editora: Intrínseca


Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.
Quentin Jacobsen é vizinho de Margo Roth Spiegelman e é, desde sempre, apaixonado por ela. Quando crianças eles brincavam muito juntos, mas com o passar dos tempos Margo se tornou popular e Q. apenas um nerd com amigos divertidos. Margo é conhecida na cidade pelos seus mistérios. A garota sumia constantemente e voltava cheia de história inacreditáveis sobre as aventuras que viveu enquanto esteve fora. Isso, claro, contribuiu muito para a sua popularidade no colégio. Em uma noite Margo aparece de rosto pintado na janela do quarto de Quentin e o chama para fazer parte de uma das suas aventuras, que na verdade era o seu plano de vingança contra todos aqueles que foram falsos e mentiram para ela. E nesta noite os dois se divertem, riem, se vingam e Quentin fica cada vez mais apaixonado por Margo. No dia seguinte ele espera que ela o cumprimente no colégio, mas a menina desapareceu. Pensando ser mais um de seus mistérios, Q. acha que ela está em uma nova aventura na qual não foi convidado, mas com o passar do tempo ele percebe que isso pode não ser apenas uma aventura e acaba por se tornar um dos maiores mistérios de Margo. Logo o garoto vai em busca pistas e começa a segui-las. 

Apesar de não ser um dos meus livros preferidos do John Green, gosto de Cidades de Papel pelos vários personagens tão diferentes na mesma história. Os amigos do Quentin são muito engraçados e divertidos, estão sempre com uma boa piada para contar, até sobre as suas condições no quesito popularidade no colégio e outras coisas bem comuns entre nerds. Além de engraçados, são personagens loucos. Quem é que coleciona papais noéis negros, pelo amor?! E que tipo de pessoa é arqui-inimigo de bailes do colegial? Pois é. 

O livro é profundo e em diversos momentos faz o leitor refletir sobre o que estamos fazendo aqui neste mundo. Margo é especialista em questionar os passos da vida, como a obsessão da maioria pelo futuro. John Green é mestre em criar personagens que ninguém conhece de verdade, aqueles de personalidades fortes e excêntricas como Margo e Alasca, que parecem ser totalmente donas de si, mas no fundo são meio depressivas. Outra coisa fantástica no John Green é como ele consegue fazer as pessoas entenderem os títulos dos livros com o processo da leitura. Quando o leitor descobre o significado de "Cidades de Papel" pode até começar a analisar sua própria vida e chegar à conclusão de que todos nós somos pessoas de papel, vivendo nossas vidas de papel. 

Como eu disse anteriormente, John Green ama broxar as pessoas com os finais de seus livros. Cidades de Papel não foi diferente. Não irei dar spoiler, mas caramba, o leitor passa o livro inteiro tentando desvendar as pistas de Margo, cria esperanças para no final acontecer algo bem escroto. Enfim, só lendo para saber. 

Sou apaixonada por quotes e o que Cidades de Papel não deixa a desejar é nas frases de efeito que são lindas, engraçadas e inteligentes. 

"Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira, ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão a volta em si mesmas, todas aquelas casas construídas para virem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com a obsessão de possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel. E todas as pessoas também."
 "Sou uma grande adepta do uso aleatório de maiúsculas. As regras de letra maiúscula são muito injustas com as palavras que ficam no meio."
"Uma cidade de papel para uma menina de papel. (…) Eu olhava para baixo e pensava que eu era feita de papel. Eu é que era uma pessoa frágil e dobrável, e não os outros. E o lance é o seguinte: as pessoas adoram a ideia de uma menina de papel. Sempre adoraram. E o pior é que eu também adorava. Eu tinha cultivado aquilo, entende? Porque é o máximo ser uma ideia que agrada a todos. Mas eu nunca poderia ser aquela ideia para mim, não totalmente.guarda roupa planejado." 
“A gente ia ser feliz, a gente ia ser um do outro, a gente ia .. ia… ia… E não foi.”



Apesar dos pesares, John Green é espetacular e merece o sucesso que tem. Até seus finais inesperados compõem seu estilo único e que muitos amam. Recomendo muito o livro e em breve estaremos lá na estreia do filme, rezando para que seja uma adaptação fiel, hahaha! 

Beijões e até a próxima!

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Conteúdo sobre questões raciais e de gênero de forma acessível e cor-de-rosa. O blog aborda assuntos como moda e estética negra como forma de expressão, além de questões ligadas ao movimento negro e feminista na contemporaneidade.

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