terça-feira, 28 de junho de 2016

RESENHA | Convergente, de Veronica Roth



Sinópse: A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. No poderoso desfecho da trilogia Divergente, de Veronica Roth, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. Livro mais vendido pela Amazon no segmento infantojuvenil em 2013, Convergente chega ao Brasil em meio à expectativa pela estreia de Divergente nos cinemas, em abril. A série segue no topo na lista de bestsellers do The New York Times.


Convergente
Título original: Allegiant
Autor: Veronica Roth
Páginas: 528
Editora: Rocco
Ano de lançamento: 2014


Convergente é o último livro da trilogia de grande sucesso, Divergente. Na sequência de Insurgente, estamos todos desesperados para descobrir o que há por trás da cerca, o que a Jeanine Matthews queria tanto esconder. 

Em Convergente, ganhamos alguns capítulos narrados por Tobias. Gostei bastante da evolução, porque além de nos oferecer uma nova perspectiva, isso nos mostra o quanto o autor é bom. Quando um livro é narrado em primeira pessoa, nunca estamos totalmente a par de toda a imensidão existente naquele mundo fictício; as coisas nunca estão claras o bastante, pois o personagem principal nem sempre sabe de tudo o que acontece ao seu redor. Uma perspectiva a mais com certeza responde dúvidas e questões esquecidas, mesmo em Convergente, quando nós temos novas dúvidas e novas questões à medida em que outras são resolvidas. Neste livro, a Veronica Roth se mostrou muito mais do que uma escritora infanto-juvenil! Ela explorou os limites da mente humana e descreve de forma devastadora e realista até que ponto ficamos quando perdemos tudo aquilo que amamos, tendo que seguir em frente e lutar por aquilo no qual acreditamos. Veronica nos apresenta o perdão como um ato altruísta e nos ensina a reconhecer quando alguém é digno do nosso perdão. 

No livro, Tris vai para o outro lado da cerca junto ao que restou daqueles que ama afim de descobrir a verdade, e quem sabe esquecer de todo o sofrimento que a sua cidade lhe trazia. O sistema de facções caiu e Evelyn tomou o poder, dando aos sem facções um espaço no seu novo governo. Os membros das antigas facções estão sendo oprimidos e é a partir daí que eles decidem se juntar e formar os Leais, quem têm o objetivo de acabar com o regime totalitário imposto por Evelyn e trazer as facções de volta. 

Enquanto isso, no mundo externo, Tris descobre que o outro lado da cerca não é bem como ela esperava. O mundo está cada vez mais violento e pessoas estão sendo assassinadas por possuírem genes diferentes. Não é muito diferente do que acontecia com os divergentes em Chicago. Justo quando pensava que estava em segurança, Tris se vê tendo que derrubar um governo corrupto e impedi-los de fazer algo terrível com os habitantes da sua cidade. 

Em meio ao caos que a sua vida se tornou, o qual já estava tão acostumada, ela tem que lidar com algumas turbulências em seu relacionamento com Tobias e encontrar uma forma de perdoar seu irmão, Caleb. Tris aprende que o amor verdadeiro e o perdão às vezes exige sacrifícios enormes. 

Convergente foi sem dúvidas o livro mais angustiante que eu já li e um dos mais imprevisíveis. Ao lê-lo eu ficava em êxtase, pensando no quanto aquela história era genial. Veronica finaliza a trilogia de forma diferenciada, revoltante para algumas pessoas, mas para mim aquilo foi a forma mais realista, inacreditável e extraordinária que ela encontrou para o desfecho de Divergente. Ela se tornou uma autora admirável e me ensinou muito com os valores de cada facção. Sem dúvidas entrou na minha lista de autores favoritos!

Nota: 4/5

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Conteúdo sobre questões raciais e de gênero de forma acessível e cor-de-rosa. O blog aborda assuntos como moda e estética negra como forma de expressão, além de questões ligadas ao movimento negro e feminista na contemporaneidade.

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