sexta-feira, 8 de julho de 2016

RESENHA | Jogos Vorazes, de Suzanne Collins


  Olá pessoal, estou aqui para falar do primeiro livro de uma das minha trilogias preferidas, Jogos Vorazes. Um livro distópico que faz muito sucesso entre o público leitor e o livro que popularizou o gênero Distopia.

Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?
  Num futuro distante a sociedade é dividida em doze distritos e uma capital. Há anos atrás o décimo terceiro distrito se rebelou contra a Capital e foi dizimado, após isso os Jogos Vorazes foi criado para mostrar aos habitantes de Panem que a Capital ainda tem poder sobre eles. Os Jogos Vorazes é uma competição anual que seleciona um garoto e uma garota de cada distrito e jogam numa arena para lutarem até a morte, o último que sobreviver vence os jogos e volta para casa com fama e dinheiro.

  Na septuagésima quarta edição dos Jogos Vorazes, Katniss, uma adolescente simples do empobrecido Distrito 12, que luta para sustentar sua família, se voluntaria para lutar nos jogos no lugar de sua irmãzinha Prim. Peeta é filho de padeiro e já ajudou Katniss no passado é o tributo masculino do Distrito 12. Durante o livro, eles são instruídos pelo mentor do seu distrito, Haymitch, a sobreviver na arena e também a conquistar o público da Capital para que consigam favoritismo e patrocinadores que os ajudarão a sobreviver na arena. Os dois partem para a Capital e são preparados para lutar. Há também um desfile dos tributos na Capital, para que eles se apresentem caracterizados de acordo com o seu distrito, e então é que Katniss ganha o seu famoso título de "Garota Em Chamas", mérito do seu criativo estilista, Cinna, que criou uma roupa que fez ela e Peeta pegarem fogo e destacar pela primeira vez o Distrito 12 na competição. A entrevista com os tributos é também um momento importante no livro, onde o público pode conhecer cada um e escolher o seu favorito, é na entrevista que Peeta revela uma coisa para tentar mantê-los vivos lá dentro.

  Conheci o livro por indicação de uma amiga e a história me despertou interesse por ser algo que eu nunca vi antes. Ao ler, a simplicidade da história e a forma bruta como ela é contada me chocou. Ver crianças se matando não é uma coisa fácil de se ler, mesmo sendo algo fictício, ver várias pessoas pouco se importando com o que acontece em seu país é também chocante, transformar as cenas brutais de crianças se matando para sobreviver em um reality show para entretenimento é no mínimo curioso. Ao longo da história você se vê amando os tributos e percebendo que não são eles os vilões e sim a Capital, eles, assim como Katniss e Peeta, só estão assustados e tentando voltar para casa afim de trazer orgulho para os seus distritos, pois foi desta forma que eles foram criados. Rue é uma garotinha do Distrito 11 e o tributo mais jovem dos jogos, ela é, sem sombra de dúvidas, a personagem mais amada de toda a trilogia. Katniss descreve ela no livro como alguém que lembra a sua irmã Prim e tenta protegê-la, mesmo que sua tentativa tenha sido falha. A cena dela foi a cena mais emocionante do livro e que fez muitos chorarem, inclusive eu. Mesmo Marvel, Cato, Clove e outros tributos que perseguiram Katniss na arena, os Carreiristas (geralmente dos distritos 1, 2 e 4), não devem ser considerados vilões, na cena final do livro, Cato fala que queria apenas levar orgulho para o seu distrito e assim é possível que o leitor perceba que eles não podem simplesmente cruzar os braços e decidir não matar uns os outros, pois é a forma que sempre foram criados. Se nos distritos as crianças são instruídas a sobreviver, as crianças dos distritos mais ricos como 1 e 2 são instruídas a matar.

  Suzanne Collins tem uma escrita leve e realista, diversos pontos da história mostram aos leitores mais atenciosos que ela está criticando a nossa sociedade atual da forma mais direta possível. A escrita no presente é descartada por muitas pessoas, é verdade que não é a coisa mais fácil do mundo ler algo no presente (imagina estar lendo e de repente o personagem narrar "Eu morro"), mas eu garanto que vale a pena, além de que Suzanne sabe perfeitamente como prender o leitor com sua palavras.

  That's all folks! Espero que tenham gostado e se ainda não leu, corre já para a livraria mais próxima, pois garanto que não vai se arrepender. Para quem não sabe, o livro foi adaptado para os cinemas, vale a pena dar uma assistida!


  O que achou desta resenha? Não deixe de comentar o que você achou do post, a sua opinião é muito importante para o nosso blog!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sobre o blog


Conteúdo sobre questões raciais e de gênero de forma acessível e cor-de-rosa. O blog aborda assuntos como moda e estética negra como forma de expressão, além de questões ligadas ao movimento negro e feminista na contemporaneidade.

Newsletter