terça-feira, 9 de agosto de 2016

Você sabe o que é 'sicklit'?

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Um gênero que vem ganhando destaque desde 2012 para 2013 é o sicklit, que ficou mais conhecido com a explosão de "A Culpa É das Estrelas", o aclamado romance de John Green. Provavelmente você já leu vários outros sicklits e nem se deu conta. Desde "A Culpa É das Estrelas" as editoras vêm lançando vários livros do gênero, mas outros muito bons vieram antes desse sucesso.

Bom, primeiro vamos entender o que é o tal sicklit! 

Críticos e classificadores de plantão já colaram uma etiqueta não muito lisonjeira nestas obras – sick-lit, que no idioma português pode ser traduzido como ‘literatura enferma’ ou ‘doentia’. Cabem neste segmento enredos protagonizados por criaturas mergulhadas em enfermidades sérias, jovens depressivos, anoréxicos, pelos que já cederam à tentação do suicídio, ou por qualquer outro distúrbio que atinja crianças e adolescentes. (Fonte)
Agora vamos lembrar e conhecer alguns ótimos sicklits que indico para vocês:

1. A Culpa É das Estrelas, de John Green 

Amado e odiado, A Culpa É das Estrelas é um dos livros mais populares do gênero. Nele seguimos Hazel Grace, uma jovem com câncer que começa a frequentar um grupo de apoio e conhece Augustus Waters. A partir de então eles se envolvem num romance clichê cheio de metáforas e quotes dignos de um bom livro água com açúcar.

2. As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky


O livro é uma reunião de cartas escritas por Charlie, um adolescente que está passando por fases novas em sua vida. Através das cartas o leitor acompanha as descobertas de Charlie sobre a vida, o ensino médio, amigos, sexualidade, etc. "Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo". Não sei explicar muito sobre esse livro, mas é o meu livro favorito e o favorito de muita gente que conheço. Tem um ar nostálgico e especial, que cativa o leitor e o faz ficar refletindo sobre as coisas que Charlie escreve.

3. Extraordinário, de R.J. Palacio

Auggie está indo estudar em uma escola de verdade pela primeira vez. Por causa de uma doença raríssima, que o fez passar por várias cirurgias e complicações durante a vida, ele tem o rosto deformado. O livro tem várias partes com vários pontos de vista diferentes. É uma ótima história que ensina muito sobre amor e gentileza, sobre coisas simples e uma visão do mundo através de uma mente inocente.

4. Como Eu Era Antes de Você, de Jojo Moyes
Como Eu Era Antes de Você

5. Branca como o leite, vermelha como  o sangue, de Alessandro d'Avenia

Bom, esse último eu ainda não li, mas indico para vocês porque parece ser muito bom. Depois de ler a sinopses e algumas resenhas em blogs eu fiquei morrendo de vontade de ler!

Leo é um garoto de dezesseis anos como tantos: adora o papo com os amigos, o futebol, as corridas de motoneta, e vive em perfeita simbiose com seu iPod. As horas passadas na escola são uma tortura, e os professores, “uma espécie protegida que você espera ver definitivamente extinta”. Apesar de toda a rebeldia, ele tem um sonho que se chama Beatriz. E, quando descobre que ela está terrivelmente doente, Leo deverá escavar profundamente dentro de si, sangrar e renascer para a vida adulta que o espera. Um traço interessante na narrativa de D’Avenia é a técnica de utilizar cores para descrever os sentimentos e as sensações do menino Leo; por exemplo, o branco, sinônimo de solidão e silêncio: “O silêncio é branco. Na verdade, o branco é uma cor que não suporto: não tem limites. (...) Ou melhor, o branco não é sequer uma cor. Não é nada, é como o silêncio.” (p. 10) O leitor perceberá a transformação de um garoto com todas as características da juventude – rebelde, egoísta, egocêntrico – numa pessoa madura e responsável. Essa mudança começa a ser percebida quando Leo deixa de jogar o jogo decisivo do campeonato de futebol para cuidar de sua amiga doente. A convivência despertará nele o sentimento de cumplicidade e do verdadeiro amor, promoverá o debate do que é realmente o sonho e mostrará que, no crescimento emocional, é importante a presença de um orientador, um mentor.Branca como o leite, vermelha como o sangue não é apenas um romance de formação ou uma narrativa de um ano de escola: é um texto corajoso que, por meio do monólogo de Leo – ora descontraído e divertido, ora mais íntimo e atormentado –, conta o que acontece no momento em que, na vida de um adolescente, irrompem o sofrimento e o pesar, e o mundo dos adultos parece não ter nada a dizer.

Bom pessoal, espero que tenham gostado do post! Em breve eu volto com algumas resenhas e posts desse tipo, porque vocês sabem que eu amo indicar as coisas para vocês <3. Também não irei esquecer de voltar correndo com uma resenha assim que eu ler esse último livro que indiquei. Outra sugestão que acabei de lembrar é "Os 13 Porquês". Nunca vi ninguém classificar como sicklit, mas pelo que li, tem algumas coisas que se encaixam, então enjoy!

Beijinhos!

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Sobre o blog


Conteúdo sobre questões raciais e de gênero de forma acessível e cor-de-rosa. O blog aborda assuntos como moda e estética negra como forma de expressão, além de questões ligadas ao movimento negro e feminista na contemporaneidade.

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