quinta-feira, 20 de outubro de 2016

RESENHA | Feios, de Scott Westerfeld


Olá pessoal! Faz tanto tempo que não escrevo uma resenha que começo a me achar meio enferrujada. Estava numa leitura longa e cansativa por esses tempos *vulgo A Fúria dos Reis*, o que atrasava as minhas outras leituras. Enfim, há tempos venho tendo vontade de ler Feios e finalmente o fiz. Li o livro em menos de 24h, então vocês já têm uma ideia de como ele prende o leitor, não é mesmo? Bom, vamos lá!


 Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.


Desde Jogos Vorazes eu ando me jogando de cabeça em praticamente toda distopia que me aparece. Feios foi um dos livros mais fascinantes que eu li em 2014.

Em um futuro distante, a sociedade se dividiu em pessoas feias e perfeitas. Deixa eu explicar! Até os 16 anos as pessoas são feias e vivem em um lugar chamado Vila Feia. Ao completar 16 anos eles passam por uma cirurgia que os deixam perfeitos e prontos para morar em uma nova cidade cheia de glamour, festas e diversão o tempo todo.

Tally está super ansiosa para completar 16 anos e se tornar perfeita para viver tudo o que tem direito em Nova Perfeição e também viver ao lado de seu melhor amigo Peris, que é alguns meses mais velho do que ela. Algumas semanas antes de seu aniversário, ela conhece Shay, uma garota totalmente louca, que adora aventuras e coisas proibidas. Ela e Tally viram melhores amigas e então Shay revela que não quer se tornar perfeita. Fala sobre um lugar chamado Fumaça, para onde vão as pessoas que não querem ser perfeitas. Tally acha essa ideia da amiga uma loucura total, afinal, quem iria querer ser feio para sempre? CRUZES!

Enfim, a partir daí a história se desenrola com mais força. O livro é repleto de reviravoltas e descobertas, exatamente o que eu amo em uma distopia. A escrita foi uma das coisas que eu mais gostei, pois, apesar de ser narrada no ponto de vista de Tally, a história é escrita em terceira pessoa, o que permite ao leitor ter uma visão um pouco além daquele personagem e ao mesmo tempo nos deixa totalmente por dentro da história. O livro tem um taquinho de romance, mas só um pouco mesmo. Creio eu que esse romance se desenvolva nos próximos livros. Os personagens não são muito bem descritos, o que me deixou meio desnorteada e confusa, sem saber que rosto desenvolver na minha cabeça. As partes de ida e volta à Fumaça são um pouco chatas, mas fora isso, é tudo maravilhoso!

Eu praticamente comi o livro, mas ele me fez pensar por bastante tempo. Me identifiquei com muitas partes dele, principalmente no jeito de pensar fútil dos perfeitos. Todos nós somos superficiais de vez em quando, né? O autor critica a nossa forma de pensar de um jeito tão fascinante que deixou a minha mente em curto-circuito. A cada capítulo que eu lia, eu ficava pensando "Nossa, isso é tão irritante!", "Espera, eu também sou assim de vez em quando!". Gente, eu não tenho palavras para explicar o quanto este livro é magnífico. Estou louquíssima atrás dos próprios volumes e, quando eu ler, venho correndo fazer uma resenha digna!

That's all!

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Conteúdo sobre questões raciais e de gênero de forma acessível e cor-de-rosa. O blog aborda assuntos como moda e estética negra como forma de expressão, além de questões ligadas ao movimento negro e feminista na contemporaneidade.

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