segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

COFFEE BREAK | Resenha: Cartas na Mesa, de Agatha Christie


Cartas na Mesa
Autor: Agatha Christie
Ano: 2011
Páginas: 240
Editora: L&PM Editores

SINOPSE

O Sr. Shaitana é um homem muito extravagante, que convida Poirot para umas das suas aclamadas festas. A festa parece estar a correr muito bem, até que o Coronel Race vai se despedir dele e percebe que ele está morto; aparentemente levou uma facada.
Além de Poirot e do Coronel Race, os outros convidados são Anne Meredith, Dr. Roberts, Major Despard, Sra. Lorrimier, Ariadne Oliver e Superintendente Battle. Os quatro primeiros são os suspeitos e os outros são os detetives. Poirot começa a investigar e descobre que os quatro suspeitos estiveram envolvidos em acontecimentos marcantes, e cada um deles pode ser a próxima vítima.

Cartas na Mesa foi o primeiro livro de Agatha Christie que li. Sempre ouvi as pessoas falando muito bem da autora e do seu icônico personagem, Hercule Poirot. Sem falar que eu sou apaixonada por Sherlock Holmes e as comparações entre o estilo de Arthur Conan Doyle (autor de Sherlock) e Agatha Christie são inúmeras e inevitáveis.  Apesar de conhecer a autora e a sua importância para o gênero de romance policial na literatura, nunca tive a oportunidade de realmente ler uma de suas obras. A oportunidade surgiu num escambo de livros na faculdade, onde eu troquei alguns livros por dois títulos da autora e um deles foi Cartas na Mesa

Para começar, Agatha Christie tem uma forma fantástica de narrar acontecimentos sem parecer que algo de errado está prestes a acontecer. Ela leva o leitor a seguir o fluxo sem perceber que está avançando cada vez mais rápido na trama e, no momento certo, acontece algo inesperado. Gostei da forma como a autora levou a história adiante e ela conseguiu criar personalidades totalmente distintas entre os personagens e de uma forma muito convincente. Ela sabe usar bem os detalhes e amarrá-los no final. 

Minha única crítica negativa é referente ao caso em si. Na história haviam quatro suspeitos e os detetives. Um crime aconteceu diante de todos sem que ninguém percebesse e isso acaba dificultando o processo de investigação. O que me incomodou foi a forma como essas investigações nunca levavam a nada, os detetives sempre buscavam a fundo detalhes sobre os suspeitos e quando o leitor pensa que chegou a algum lugar, volta-se novamente à estaca zero. É meio decepcionante, mas confesso que com isso fiquei um pouco mais inquieta para descobrir logo a resolução do crime. 

O livro é muito bem escrito, com uma leitura que flui muito bem e deixa o leitor curioso. Entretanto não é uma história muito diferente de outras que existem por aí e o assassino surpreende mais pelas voltas que a história dá, pois eu desconfiei desde o início e depois fui deixando de acreditar que poderia ter sido aquela pessoa. É um pouco clichê, mas tem uma ótima escrita, a trama é bem produzida e os personagens estão muito bem estruturados. 

Pelas críticas que li, há muitos defeitos no livro, porém eu, que nunca li outro título da Agatha, achei ótimo e creio que tenha sido um bom começo de muitas leituras que terei da autora. Super indico!

Nota: 7.5


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Conteúdo sobre questões raciais e de gênero de forma acessível e cor-de-rosa. O blog aborda assuntos como moda e estética negra como forma de expressão, além de questões ligadas ao movimento negro e feminista na contemporaneidade.

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