quarta-feira, 7 de junho de 2017

Estudar e Denegrir | Empoderamente

Foto: Joyce Melo

O acesso de negros ao ambiente universitário foi, por muito tempo, uma realidade distante e, apesar de ainda haver uma maioria branca, esse número de negros está crescendo cada vez mais. De acordo com o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 12,8% dos negros entre 18 e 24 anos chegaram ao ensino superior. 

Aos poucos os negros estão ocupando as universidades brasileiras e esse resultado é muito importante para que tenhamos representatividade nesses ambientes. Apesar disso, ainda temos notícias de diversos casos de racismo nas universidades e é por isso que uma marca como a Empoderamente, nascida de um projeto acadêmico, é tão importante para nós negros. 

Esse aumento na quantidade de negros universitários não significa que o espaço foi revolucionado. Pelo contrário, é por isso que devemos pautar o tema, para que mais homens e mulheres negras ocupem esses espaços também, pois esses 12,8% ainda é um número pequeno quando comparado a quantidade de pessoas brancas que estão nos espaços acadêmicos. 

É sobre essa realidade que a marca Empoderamente produziu o ensaio “Estudar e Denegrir”. A Empoderamente é uma marca de turbantes que se propõe a revolucionar quando o assunto é amarração. A marca anda ganhando bastante destaque com o intenso trabalho de trazer debates raciais e ao mesmo tempo se expressar através da estética

Fui convidada a participar desse lindo ensaio em parceria com a marca e vocês podem conferir abaixo: 











Sobre isso, a sócio fundadora do Empoderamente, Joyce Melo, diz:
Estudar pra gente é poder e ainda é um privilégio, poucos de nós, negros, temos acesso ao ensino superior. Estamos denegrindo esse espaço mais e mais, graças a ações afirmativas e políticas públicas que vêm tentando pagar a dívida de 300 anos de escravidão, uma dívida nunca paga. O ensino é o mínimo que esse sistema racista pode nos oferecer e estamos brigando por isso. Nessa perspectiva é importante mostrar que tem mulher preta de turbante na universidade, e vai ter muito mais, se a Deusa quiser e Temer cair (risos tensos). Mas é isso, não é moda estudantil ou a melhor forma de sair com seu turbante para a universidade, é primariamente o direito de colocar um turbante e não ser açoitada na rua e entrar numa universidade majoritariamente branca de coroa e com bicão na diagonal, como diria Vilma Reis.

Fotos: Joyce Melo 

Acompanhe a Empoderamente no Facebook e no Instagram.

Confira o catálogo da marca clicando aqui

4 comentários:

  1. Excelente Artigo !!!

    Estou amando seus artigos, sempre amei visitar seu blog e ler os artigos, sempre tem dicas e informações interessantes...

    Parabéns !!

    Resultado da Lotofácil

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    1. Olá, Davi.

      Fico muito feliz em saber que está gostando do trabalho aqui do Ashismos.

      Volte sempre, beijos! <3

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  2. Oi Joyce!! Lindo texto! Realmente esses 12% eh a vitória de uma batalha, mas ainda não eh a da guerra!! Eh tão difícil mudar uma cultura neh... Mas não eh impossível. Bjo! Thata

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    Respostas
    1. Olá, Thata.

      Obrigada pela visita!

      E com certeza, essas 12% já fazem parte de uma vitória, vamos enegrecer ainda mais os espaços acadêmicos!!!

      Beijão,

      Ashley <3

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Sobre o blog


Conteúdo sobre questões raciais e de gênero de forma acessível e cor-de-rosa. O blog aborda assuntos como moda e estética negra como forma de expressão, além de questões ligadas ao movimento negro e feminista na contemporaneidade.

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